Resumo - Julio Henrique Hartmann
Neste trabalho foram aplicados três métodos de preparação: método de hidratação do filme lipídico (FM), evaporação em fase reversa (REV) e o método de aquecimento (HM). Foram utilizados lipossomas com lipídios naturais neutros e catiônicos[f3] , respectivamente, de oxaliplatina[f2] revestidos com PEG[f1]. As formulações desenvolvidas com os três métodos mostraram as mesmas características físico-químicas, com exceção da carga de oxaliplatina a qual foi estatisticamente inferior (P <0,05) para o método HM.
A incorporação de um lipídio semissintético na formulação desenvolvida por FM forneceu lipossomas com um tamanho de partícula de 115 nm associadas com o menor índice de polidispersão e a carga mais elevada de droga, 35%, em comparação com os outros dois lipídios, o que sugere um aumento na estabilidade da membrana. Essa estabilidade também foi avaliada de acordo com a presença de colesterol, o efeito da temperatura, bem como a aplicação de agentes crioprotetores diferentes durante o processo de liofilização. Os resultados indicaram estabilidade de longo prazo na formulação desenvolvida porque após a sua administração in vivo por via intravenosa em ratos portadores de tumor HT-29 [f4] foi capaz de induzir uma inibição do crescimento do tumor significativamente maior (P <0,05) do que a inibição causada pelo fármaco livre. Concluíndo, o método FM é o mais simples em comparação com HM e REV para desenvolver lipossomas in vivo revestidos com PEG de oxaliplatina estáveis e eficientes com uma carga mais elevada do que as encontradas no método REV.
[f2]A
oxaliplatina é um análogo da platina diaminocicloexano de terceira geração. Seu
mecanismo de ação é idêntico ao da cisplatina e carboplatina (geração de um
complexo diamina-platina que reage com água e interage com o DNA, formando
ligações inter e intracadeias e causando a desnaturação local da cadeia de
DNA). No entanto, não apresenta resistência cruzada para células cancerosas que
são resistentes à cisplatina ou carboplatina.
É indicada para Tratamento de câncer
colorretal metastático.
[f3]Lipossomas catiônicos – Como o nome sugere, estes lipossomas apresentam carga positiva
na superfície. Há duas décadas, com a
escoberta de lipídios catiônicos, estes lipossomas têm sido utilizados
para liberação de ácidos nucléicos dentro
das células (Dass, Choong, 2006). Os lipídios catiônicos são moléculas
anfifílicas compostas de uma ou duas cadeias de ácido graxo acopladas a um
grupo éster e um grupamento aminíco hidrofílico (El-Aneed, 2004).
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