domingo, 23 de setembro de 2012

Metodologia Grupo 2


METODOLOGIA GRUPO 2 (Cláudia,Julio e Nádia)
Metodologia que será utilizada para obtenção e caracterização de complexos de inclusão de triptofano em B-CIclodextrinas com possíveis adaptações.

Método de obtenção em solução aquosa

A obtenção de complexos fármaco-CD (F-CD) em solução é relativamente simples e rápida. O procedimento de preparação mais habitual consiste na solubilização da CD
em água ou solução tampão e posterior adição do composto ativo em excesso. A suspensão resultante permanece a temperatura constante, sob agitação, por um intervalo de tempo suficiente para atingir o equilíbrio termodinâmico de encapsulação (Rajewski & Stella, 1996). Alguns produtos necessitam vários dias, enquanto que outros requerem apenas algumas horas. Técnicas auxiliares, como a utilização de ultrasom, conseguem acelerar o processo de equilíbrio e são comumente utilizadas.
A formação de complexos é um processo exotérmico e a redução da temperatura normalmente favorece a sua formação (Loftsson & Brewster, 1996). A adição de
cosolventes, na maioria das ocasiões, diminui a capacidade de encapsulação de fármacos devido a uma competição que se estabelece pela cavidade hidrofóbica da CD (Pitha et al., 1992).

Caracterização de complexos em solução

Diagramas de solubilidade de fases:
A teoria desenvolvida por Higuchi e Connors em 1965 constitui a aproximação mais utilizada na caracterização de complexos de inclusão em solução. Baseia-se na medição do efeito de complexação na solubilidade do substrato e permite fazer inferências sobre a estequiometria de inclusão e estimar uma constante relacionada com o grau de estabilidade do complexo formado (Higuchi & Connors, 1965).


Espectroscopia de Ressonância Magnética Nuclear (RMN)

Representa uma das ferramentas mais poderosas para caracterização de complexos de inclusão em solução (Schneider et al., 1998). Esta técnica fornece informações estruturais únicas sobre estequiometria, constantes de estabilidade e orientação molecular do fármaco dentro da cavidade da CD (Fielding, 2000).

Modelagem molecular:

A aplicação da química computacional na simulação molecular ao nível atômico (modelagem molecular) está bastante desenvolvida e possui várias aplicações em química farmacêutica no desenho de fármacos e nos estudos in silico.
Esta aproximação teórica permite racionalizar e complementar a observação experimental com um enfoque molecular. Sua aplicação no estudo dos fenômenos de
inclusão F-CD é relativamente recente e está limitada devido ao tamanho e flexibilidade das moléculas de CD e da multiplicidade de interações em meio aquoso, o que obriga
a introduzir um grande número de restrições aos modelos matemáticos utilizados pelos programas de computador (Lipkowitz, 1998).



Referências

Lipkowitz KB. Applications of computational chemistry to
the study of cyclodextrins. Chem Rev 1998; 98(5):1829-73.
Loftsson T, Brewster ME. Pharmaceutical applications of
cyclodextrins. 1. Drug solubilization and stabilization. J
Pharm Sci 1996; 85(10):1017-25.
Loftsson T, Masson M, Brewster ME. Self-association of
cyclodextrins and cyclodextrin complexes. J Pharm Sci 2004;
93(5):1091-9.

domingo, 16 de setembro de 2012

Seminário I


 Resumo

 A exposição ocupacional ao pó de sílica aumentou o risco possível de variedades de patologias. O objetivo deste estudo foi avaliar a atividade protetora do extrato etanólico das raízes de Glycyrrhiza glabra contra a toxicidade de nanopartículas de sílica em ratos. Foram administradas doses de 500 e 1000 mg/kg de G. glabra, p.o. (do latim per os [pela boca]), durante 07 dias. Foram administrados 50 mg/kg de SiO2 (dióxido de silício)  intraperitonealmente durante 6 semanas. A exposição à sílica produziu alterações respiratórias e ​​bioquímicas, incluindo ALT (alanina aminotransferase), AST (aspartato aminotransferase), albumina[F1] , ureia, ácido úrico, creatinina, catalase, LPO[F2]  e GSH[F3] . Os tratamentos com extrato de G. glabra melhoraram significativamente a capacidade antioxidante do grupo de controle. Trabalhadores das minas de pedra na região de Gwalior (284 Km da Capital Nova Délhi), expostos à poeira de sílica apresentaram maior prevalência de tosse, chiado e falta de ar. Foi, também, observado um aumento do nível sérico [F4] ACE (Serum Angiotensin Converting Enzyme) [F5] no grupo exposto à sílica. É de imensa necessidade monitorar este problema para  melhoria da saúde dos trabalhadores.

Palavras-chave:      Dióxido de Silício
                                   Catalase[F6] 
                                   Glycyrrhiza glabra[F7] 


 [F1]A albumina é a proteína principal do plasma que circula na corrente sanguínea. Ela está envolvida na eliminação de radicais livres de oxigénio.

 [F2]Peroxidação lipídica ou lipoperoxidação. (LPO). Ação dos radicais livres sobre os lipídios insaturados das membranas celulares levando à destruição de sua estrutura.

 [F3]Forma reduzida de Glutationa: um antioxidante hidrossolúvel, reconhecido como o tiol não proteico mais importante nos sistemas vivos. Trata-se de um tripéptido linear, constituído por três aminoácidos: ácido glutâmico, cisteína e glicina,

 [F4]Termo usado por profissionais de saúde para se referir a quantidade de uma determinada substância no sangue. A palavra sérico é sinônimo de plasmático.

 [F5]Enzima Conversora da Angiotensina. Ajuda a diagnosticar e monitorar a sarcoidose ou Doença de Besnier-Boeck que caracteriza-se pela aparição de granulomas não-caseosos (pequenos nódulos inflamatórios) nos órgãos. Outras patologias em que pode haver aumento de ACE: lepra, Mieloma, Doença de Gaucher, Amiloidose, Histoplasmose aguda, Hipertiroidismo, Cirrose alcoólica, Hiperparatiroidismo,Cirrose biliar primária, Hipercalcemia Oncogênica, Tuberculose Miliar, Doenças do endotélio capilar pulmonar, Sindrome de Melkersson-Rosenthal (granulomas "Sarcoide-like")
 

 [F6]A catalase (formalmente denominada hidroperoxidase) é uma enzima intracelular, encontrada na maioria dos organismos, que decompõe o peróxido de hidrogênio (H2O2) que é uma substância tóxica para as células.
 [F7]O alcaçuz (Glycyrrhiza glabra) é um arbusto perene encontrado nas zonas temperadas com longas raízes e rizomas cilíndricos e ramificados. São estas partes da planta que são usadas medicinalmente.
A raíz do alcaçuz é amplamente usada na medicina, tendo sido popular nas culturas Ocidentais e Orientais por vários milhares de anos. O maior componente activo do Alcaçuz é a Glicirrizina (ou ácido Glicirrízico).

Resumo do artigo para Seminário1 - Claudia


RESUMO DE ARTIGO-SEMINÁRIO 1- CLAUDIA GRIGOLO PINTO
Therapeutic associated with occupational exposure to silica
Suchita Raghuvanshi, Sadhana Shrivastava, Sonia Johri, Sangeeta Shukla
A sílica é uma substância encontrada na areia, no quartzo e no granito. A exposição prolongada á sílica é conhecida como silicose, doença que atinge os tecidos pulmonares causando lesões fibróticas, redução da capacidade pulmonar e está relacionada ao câncer de pulmão, tuberculose crônica e doenças auto-imunes. O uso de sílica em nanopartículas tem aplicação em polimento mecânico-químico, aditivos em medicamentos e cosméticos, assim como em toners, vernizes e produtos alimentares. Na Biomedicina e nos campos da Biotecnologia sua utilização tem alcançado a terapia contra o câncer, inativação enzimática, DNA e entrega de fármacos. Extresse oxidativo e toxicidade tem sido apontados como efeitos prejudiciais da exposição a nanopartículas com sílica. A silicose é tradicionalmente tratada com uma planta chamada G.Glabra, que apresenta ação antioxidante, anti-úlcera, expectorante, antihepatotoxica, antimicrobiana e citoprotetora. Este artigo trata do estudo sobre o efeito protetor da g.Glabra contra a toxicidade induzida pelo uso de nanopartículas de sílica. Neste estudo todos os produtos químicos foram obtidos da Sigma – Aldrich (EUA), Merck (Alemanha), Ranbaxy Unip. Ltda e BDH (India), para o extrato os vegetais foram adquiridos no mercado local e identificados pelos peritos do Dep. De Botânica Jiwaji Universidade Gwalior-India. As raízes foram secas á sombra e pulverizadas, extraiu-se com álcool etílico a 30% durante 7 dias sob agitação e depois de filtrado foi evaporado á vácuo e produziu um pó amarelado que foi administrado oralmente de acordo com o peso dos animais, que eram ratos machos, adultos com aproximadamente 160gramas de peso escolhidos aleatoriamente. Os animais foram mantidos com ciclo claro de 14 horas, alimentados com ração padrão e água a de solução salina 0,9%. Os ratos foram divididos em 4 grupos de 6 animais cada, sendo tratados por 6 semanas. O grupo I foi chamado controle e recebeu apenas veículo durante o tratamento, o grupo II recebeu SiOpor seis semanas ;o grupo III  recebeu SiO2  e 500mg/kg da solução de G.glabra por sete dias; e o grupo IV recebeu SiO2  mais G.Glabra na concentração de 1000mg/kg durante sete dias. Após o tratamento foi coletado sangue , o soro foi isolado para testes e medidas  utilizando o método KIT/EMerck-Alemanha, no ensaio bioquímico foi avaliados a peroxidação lipídica, a glutationa reduzida e a atividade da catalase, para estes testes foram utilizados tecidos do fígado, rim e tecido pulmonar. A análise dos resultados permitiu concluir que o tratamento com G.glabra foi eficaz na prevenção de danos induzidos por SIO2 em ratos. O estudo mostra que os efeitos protetores de G.Glabra pode ser devido as suas propriedades biológicas como ácidos graxos insaturados, flavonoides, tocoferóis e compostos fenólicos. Os mecanismos de proteção incluem a inibição dos processos  de peroxidação lipídica, resultando na recuperação da integridade dos tecidos, tais efeitos podem ser úteis como agentes de proteção contra a toxicidade de nanopartículas com SiO2.

CENTRO UNIVERSITÁRIO FRANCISCANO – UNIFRA
MESTRADO EM NANOCIÊNCIAS
DISCIPLINA DE NANOTECNOLOGIA


Mestranda: Nádia Márcia Dumke.

Resumo referente ao artigo:
Therapeutic associated with occupational exposure to silica

RESUMO:
Este artigo fala sobre a exposição ocupacional ao pó de sílica, onde é conhecida por causar silicose que é uma doença pulmonar intersticial resultante da inalação de sílica cristalina. Estudos demonstraram que as nanopartículas induziram efeitos toxicológicos principalmente nos tecidos do pulmão, fígado, baço e rins. O stress oxidativo tem sido implicado como uma explicação para a citotoxicidade de nanopartículas de sílica, tanto in vitro como in vivo. Todos estes estudos relataram citotoxicidade e estresse oxidativo. Atualmente, não existe nenhum tratamento eficaz para a silicose,sendo que o tratamento da lesão induzida por sílica cristalina é,sobretudo, de natureza solidária. As plantas são um componente importante do sistema de tratamento de saúde na Índia e são eficazes no tratamento de diferentes doenças. O objetivo deste estudo foi avaliar a atividade protetora do extrato etanólico das raízes de Glycyrrhiza Glabra contra a toxicidade de nanopartículas de sílica em ratos. Os  resultados mostrados no artigo foi que os efeitos protetores do G. Glabra são devido a vários constituintes com potenciais propriedades biológicas saudáveis. Concluindo que o tratamento com G. glabra foi eficaz na prevenção de danos induzidos por SiO2 em ratos. Os mecanismos de proteção incluem inibição de processos de peroxidação lipídica e um aumento na atividade antioxidante da enzima, as quais resultaram na recuperação dos parâmetros biológicos e da integridade dos tecidos. O efeito inibitório do G. glabra pode ser útil como um agente de proteção contra a toxicidade de SiO2 induzida in vivo.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012


Produção de nanocápsulas de Triptofano- revisão prévia sobre o tema –3ª parte


O Triptofano é um aminoácido essencial usado como suplemento dietético e no tratamento do stress e hiperatividade (em crianças) e também usado no tratamento da depressão e de distúrbios do sono (2). Em aplicações farmacêuticas, o L-triptofano é usado como um ingrediente ativo em antidepressivos e hipnóticos. Na área de nutrição clínica é um componente indispensável em infusões de aminoácidos e em dietas enterais e oral (3).
Este aminoácido é prontamente absorvido do trato gastrintestinal. O triptofano é extensivamente ligado à albumina sérica. É metabolizado a hidroxtriptofano para serotonina e outros metabolitos, incluindo derivados de kinurenina, e excretado pela urina. A piridoxina e acido ascórbico parecem estar ligados neste metabolismo (1).  O triptofano é um precursor da serotonina. Devido a depleção de serotonina no SNC é considerado ser ligado a depressão, sendo usado no tratamento da mesma. A piridoxina e acido ascórbico são considerados sendo envolvidos no metabolismo do triptofano para serotonina e são algumas vezes dados concomitantemente.
Reações Adversas:
Náusea, dor de cabeça e tontura tem sido relatados. Tem havido relatos ocasionais de desinibição sexual, discinesias reversíveis, e rigidez parecida com a Parkinsoniana reversível em pacientes tomando triptofano com ou depois de fenotiazinas ou benzodiazepínicos.
Um aumento na incidência de tumores de bexiga foi relatado em camundongos que tomaram L-triptofano em associação com colesterol.
O 5 hidroxitriptofano, um intermediário na conversão do triptofano em serotonina, tem ação estimulante central assim como relatos de efeitos neurotóxicos(1).
Referências:

1.  MARTINDALE –The Extra Pharmacopoeia.29ªEd. 1989.
2.  BATISTUZZO, J.A.O., ITAYA, M., ETO, Y.Formulário Medico Farmacêutico.3ed, São Paulo: Pharmabooks, 2006.



Nanocápsulas

As nanocápsulas (NCs) são compostas de um núcleo oleoso envolto por uma membrana polimérica com surfactantes lipofílicos e/ou hidrofílicos na interface. Para a preparação das nanocápsulas são utilizados polímeros geralmente na concentração de 0,2 a 2% (p/p) (Devissaguet & Fessi, 1991). Surfactantes hidrofílicos e lipofílicos também são utilizados, usualmente de 0,2 a 2% (m/m), e os óleos utilizados podem ser vegetais ou minerais, devendo apresentar ausência de toxicidade, não serem capazes de degradar ou  solubilizar o polímero e alta capacidade de dissolver a droga em questão (Legrand  et al.,1999). Nanocápsulas são carreadores de escolha para a administração intravenosa de substâncias lipofílicas, pois são constituídas por polímeros estáveis, com baixa toxicidade e capacidade de degradação no organismo. Podem ser classificadas como convencionais ou furtivas (Mosqueira, 2000). As nanocápsulas convencionais podem ou não conter poloxamer 188 (surfactante) adsorvido à suas superfícies (PLA-POLOX e PLA nua, respectivamente), e acumulam os fármacos encapsulados em células do sistema fagocitário mononuclear (SFM). Já as nanocápsulas furtivas (PLA-PEG) representam um tipo especial de partículas com cadeias de PEG ligadas covalentemente à superfície. Essa modificação permite que as nanocápsulas quando injetadas por via intravenosa, escapem das células do SFM (Owens &  Peppas, 2006).
Existem vários métodos para a preparação de nanopartículas poliméricas, que podem ser divididos em duas classes principais (Legrand  et al,1999): a primeira engloba a maioria dos métodos, que consistem em reações de polimerização, enquanto a segunda baseia-se na precipitação interfacial de polímeros pré-formados, denominada nanoprecipitação (Fessi et al., 1989).

Características físico-químicas das nanocápsulas

A caracterização físico-química das nanocápsulas é tecnicamente complexa de ser realizada em função de sua natureza coloidal e da variedade de constituintes que compõem as formulações. No entanto, a determinação destes parâmetros é de extrema importância, pois avalia a estabilidade das preparações e permite determinar o perfil de distribuição das nanoestruturas, bem como sua interação com células do SFM após administração intravenosa (Barratt, 2000; Legrand  et al., 1999). A análise morfológica, a distribuição do tamanho das partículas, a determinação do potencial elétrico superficial (potencial zeta) e da cinética de liberação do fármaco a partir das nanopartículas são técnicas geralmente usadas nessa caracterização (Legrand et al., 1999).

Potencial zeta das nanocápsulas

Muitas técnicas têm sido desenvolvidas e utilizadas para estudar a modificação de superfície de nanopartículas poliméricas (Soppimath  et al., 2001). Um método eficiente para avaliar este parâmetro é a determinação do potencial zeta (ζ) de superfícies aquosas contendo nanopartículas (Legrand et al., 1999).


domingo, 9 de setembro de 2012

Produção de nanocápsulas de Triptofano- Revisão Prévia sobre o Tema - 2ª Parte


Produção de Nanocápsulas de Triptofano- Revisão Prévia sobre o Tema - 2ª Parte
 
 

“O Triptofano é um aminoácido essencial usado pelo cérebro – junto com a vitamina B6, niacina (ou niacinaminda) e magnésio – para produzir serotonina, um neurotransmissor que leva as mensagens entre o cérebro e um dos mecanismos bioquímicos do sono existentes no organismo” (MINDELL, 1986).
Os aminoácidos são as estruturas fundamentais das proteínas, até se poderia dizer que ele é a matéria prima da proteína. Os aminoácidos são ácidos orgânicos que encerram em sua molécula um ou mais grupamentos Amina. Existem vários tipos de aminoácidos, sendo os mais importantes os alfa-aminoácidos. Qualquer molécula de aminoácido tem um grupo carboxila (COOH) e um grupo amina ligado a um átomo de carbono. Nesses mesmos carbonos ficam ligados ainda um átomo de hidrogênio e um radical (R). O radical (R) representa um radical orgânico, diferente em cada molécula de aminoácido encontrado na matéria viva. Os aminoácidos possuem caráter anfótero, ou seja, quando em solução podem funcionar como ácidos ou como bases. Os aminoácidos são as estruturas fundamentais das proteínas.

Cada aminoácido consiste de um grupo amino (-NH2) básico (alcalino), um grupo carboxí1lico (-COOH) ácido e uma cadeia lateral (grupo R) que é diferente para cada um dos 20 diferentes aminoácidos. Cada variação no número ou na sequência de aminoácidos produz uma proteína diferente, sendo que uma grande variedade de proteínas é possível. A situação é semelhante à utilização de um alfabeto de 20 letras para formar palavras. Cada letra seria equivalente a um aminoácido, e cada palavra seria uma proteína diferente.
Existem, aproximadamente, 500 tipos de aminoácidos na natureza. No entanto, somente 20 atuam como constituintes das proteínas do nosso organismo. Combinações complexas destes 20 tipos resultam em mais de 100 mil tipos de proteínas.

E o Triptofano é a matéria prima da serotonina que é o neurotransmissor essencial responsável pelo bom humor, pela alegria e antidepressão. Porém, não sendo a serotonina capaz de atravessar a barreira hematoencefálica quando os seus níveis são insuficientes, apenas uma toma de suplemento em triptofano ou em 5-HTP, os seus dois precursores, permite elevar esses níveis de forma eficaz.
O L-triptofano e o 5-HTP são metabolizados em serotonina seguindo a mesma via metabólica. Apesar disso, algumas pessoas reagem melhor a um suplemento de L-triptofano do que de 5-HTP.
Algumas das fontes naturais do Triptofano são: germe de trigo, castanhas, requeijão, leite, carne, peixe, peru, banana, tâmara, amendoim, linhaça, todos os alimentos ricos em proteínas.
TRIPTOFANO

                                                                                                                      

 

 
SEROTONINA
 
                                                                
O triptofano é comum em plantas como constituinte de proteínas e precursor intermediário da biossíntese de várias substâncias indólicas, entre elas o ácido indolacético (HAGGQUIST et al., 1988). Segundo Gordon & Paleg (1961), os fenóis, em condição de oxidação, reagem com o triptofano para formar a auxina (ácido indolacético). Schneider & Wightman (1974) e Shingh (1981) também citam o triptofano como precursor na formação do ácido indolacético (AIA). O nível de triptofano nas células das plantas é controlado pela sua própria concentração e que existe uma concentração normal deste aminoácido nas células que será provavelmente transformado em auxinas (WILDHOLM, 1971).
A presença de triptofano no nosso organismo contribui para :
• Induzir o sono de forma natural;
• Reduzir a sensibilidade à dor;
• Atuar como um antidepressivo natural;
• Aliviar as enxaquecas ou dores de cabeça;
• Contribuir para a redução da ansiedade e da tensão;
• Ajudar a aliviar alguns sintomas dos distúrbios bioquímicos relacionados com a ingestão de álcool e no controle do alcoolismo.

Existe uma teoria que diz que o consumo de carboidratos eleva a quantidade de triptofano no cérebro. Mesmo após uma refeição rica em alimentos que são fontes naturais de triptofano, pouco triptofano atinge o cérebro devido à competição com outros aminoácidos. Contudo, depois de uma refeição rica em carboidratos, a insulina atua mais intensamente sobre os aminoácidos, realizando uma melhor distribuição dos mesmos. Deste modo, uma quantidade maior de triptofano é direcionada para o cérebro.
Os carboidratos podem também ter efeito sobre a fadiga central por adiar o aumento da concentração plasmática de triptofano livre. A ingestão de carboidratos antes ou durante o exercício proporciona redução do aumento da concentração de ácidos graxos livres no plasma, provavelmente por estimular a secreção de insulina e inibir a lipólise (WRIGHT et al., 1991; WIDRICK et al., 1993; MCCONELL et al., 1999), além de retardar também o aumento da concentração de triptofano livre durante o exercício prolongado. (DAVIS et al., 1992).
O triptofano livre compete com BCAA (Branch Chain Amino Acids - Aminoácidos de Cadeia Ramificada) pela entrada através dos sistemas L de transporte da barreira hematoencefálica (sistema de transportadores específicos de aminoácidos neutros que transportam, além do triptofano, outros cinco aminoácidos: tirosina, fenilalanina e os aminoácidos de cadeia ramificada leucina, isoleucina e valina através da barreira hematoencefálica). Uma das funções deste sistema de transporte é suprir o encéfalo de grandes aminoácidos neutros.
 Durante a recuperação pós-operatória em pacientes ocorre um aumento na razão triptofano/BCAA (YAMAMOTO et al., 1997), fato também observado em animais com quadro de fadiga após exercício (BLOMSTRAND et al., 1989). O alto nível de triptofano plasmático livre em comparação com BCAAs pode resultar em aumento da entrada de triptofano no cérebro em várias regiões além de sinaptossomos estriatais (YAMAMOTO et al., 1997). Uma vez que o triptofano é o precursor para 5-HT, isto poderia resultar em um aumento dos níveis de 5-HT no cérebro, consequentemente, podendo levar ao quadro de fadiga, o que causa um decréscimo na força muscular. Este é um efeito colateral do triptofano no organismo humano.

Nanopartículas consistem de uma matriz polimérica (nanoesferas) ou de um sistema reservatório no qual um centro oleoso é circundado por uma parede polimérica (nanocápsulas) (BARRATT, 2000). Os polímeros indicados para a preparação de nanopartículas devem ser biodegradáveis e biocompatíveis, tais como poly(alquilcianoacrilatos) e poliésteres como o poli(ácido lático) (PLA), poli(ácido glicólico), poli-ε-caprolactona (PCL) e seus copolímeros.
Os sistemas carreadores nanoestruturados apresentam dimensões situadas entre 10 e 1000 nm e diferem entre si de acordo com a composição qualitativa e organização em nível molecular (COUVREUR e VAUTHIER, 2006).
As nanocápsulas são carreadores de fármacos formados por um invólucro polimérico disposto ao redor de um núcleo lipofílico, podendo o fármaco estar disperso ou dissolvido no núcleo lipofílico e/ou adsorvido à parede polimérica (SCHAFFAZICK, GUTERRES et al., 2003). As nanoesferas, por sua vez, não possuem óleo em sua composição, estando o fármaco retido e/ou adsorvido a matriz polimérica. Já as nanoemulsões, são emulsões submicrométricas nas quais uma dispersão líquido-líquido é estabilizada por agregados de tensoativo.

Como se pode ver o aminoácido triptofano exerce um papel importante sobre o organismo humano e a administração de triptofano através de nanocápsulas combateria, em grande parte, o problema da competição com os outros aminoácidos e seu efeito colateral. Porém, isto carece de um estudo mais aprofundado, sendo este o objetivo do nosso trabalho.

Atividade 2

Questões

01)     Explique o processo de funcionamento das lâmpadas fluorescentes e incandescentes.
Primeiro, vamos dar uma breve explicação de ‘luz’:
A luz é uma forma de energia que pode ser liberada por um átomo. Ela é feita de várias partículas pequenas, como se fossem pacotes, que têm energia e força, mas não têm massa. Estas partículas, chamadas fótons, são as unidades fundamentais da luz.
Os átomos liberam os fótons de luz quando seus elétrons são excitados.
Uma onda de luz consiste de energia na forma de campos elétricos e magnéticos. Os campos vibram perpendicularmente à direção do movimento da onda e perpendiculares uns aos outros. Devido ao fato da luz ter tanto um campo elétrico quanto magnético, também é chamada de radiação eletromagnética.
A frequência é o número de ondas que passa por um ponto no espaço durante um intervalo de tempo determinado, normalmente um segundo. Ela é medida em unidades de ciclos (ondas) por segundo ou Hertz (Hz). A frequência de luz visível é chamada de cor e varia entre 430 trilhões de Hz, vista como vermelho, até 750 trilhões de Hz, vista como violeta. A escala total de frequências vai além do espectro visível, de menos de 1 bilhão de Hz (como nas ondas de rádio) até mais de 3 bilhões de bilhões de Hz (como nos raios gama). As ondas de luz são ondas de energia. Das luzes visíveis, o violeta tem mais energia e o vermelho tem menos.
A luz não somente vibra em frequências diferentes, mas também viaja em velocidades diferentes. As ondas de luz se movem no vácuo em sua velocidade máxima, que é de 300 mil km/s, o que faz da luz o fenômeno mais rápido do universo. As ondas de luz diminuem sua velocidade quando viajam em substâncias como o ar, água, vidro ou um diamante.

 
Lâmpada Incandescente

É constituída por um filamento de tungstênio alojado no interior de um bulbo de vidro preenchido com gás inerte (argônio). Quando da passagem da corrente elétrica pelo filamento, os elétrons se chocam com os átomos de tungstênio, liberando uma energia que se transforma em luz e calor.

As lâmpadas elétricas (incandescentes) têm uma estrutura muito simples. Na base, existem dois contatos de metal, que são ligados a dois fios rígidos, que são conectados ao filamento de metal fino. O filamento fica no meio da lâmpada, protegido por uma cápsula de vidro. Os fios e o filamento estão dentro da lâmpada de vidro, que é cheia de gás inerte, como o argônio.

Quando a lâmpada é ligada a um sistema de energia, uma corrente elétrica flui de um contato para o outro, passando pelos fios e pelo filamento. A corrente elétrica em um condutor sólido é o fluxo de elétrons livres (elétrons que não estão fortemente presos a um átomo) de uma área carregada negativa para uma área carregada positivamente.

Como os elétrons movem-se rapidamente através do filamento, eles estão constantemente batendo nos átomos que compõem o filamento. A energia de cada impacto faz um átomo vibrar, ou seja, a corrente aquece o átomo. Um condutor fino aquece mais facilmente do que um grosso, pois é mais resistente ao fluxo dos elétrons.

Os elétrons associados aos átomos que vibram podem ser impulsionados temporariamente para um nível mais alto de energia. Quando eles voltam ao seu nível normal, os elétrons liberam energia extra na forma de fótons. Geralmente, os átomos de metais liberam fótons de luz infravermelha, que é invisível ao olho humano. Porém, se os átomos forem aquecidos a aproximadamente 2.200º C (4.400º F) como por exemplo no caso da lâmpada elétrica, emitirão uma quantidade considerável de luz visível.

O filamento da lâmpada é feito de um longo e fino fio de tungstênio. Em uma lâmpada comum de 60 watts, o tungstênio mede quase 2 metros (6,5 pés) de comprimento e somente um centésimo de polegada de diâmetro. O tungstênio é colocado em uma bobina dupla, para que caiba em um espaço pequeno. Isto é, o filamento é enrolado para fazer uma bobina que depois é recoberta por uma bobina maior. Na lâmpada de 60 watts, a bobina tem menos de uma polegada de comprimento.

O tungstênio é usado em praticamente todas as lâmpadas incandescentes, pois é um material ideal para filamento.

Lâmpada Fluorescente

O elemento principal de uma lâmpada fluorescente é o tubo selado de vidro. Este tubo contém uma pequena porção de mercúrio e um gás inerte, tipicamente o argônio, mantidos sob pressão muito baixa. O tubo também contém um revestimento de pó de fósforo na parte interna do vidro e dois eletrodos, um em cada extremidade, conectados a um circuito elétrico.


Quando você acende a lâmpada, a corrente flui pelo circuito elétrico até os eletrodos. Passa uma voltagem considerável através dos eletrodos, então os elétrons migram através do gás de uma extremidade para a outra. Esta energia modifica parte do mercúrio dentro do tubo de líquido para gás. Como os elétrons e os átomos carregados se movem dentro do tubo, alguns deles irão colidir com os átomos dos gases de mercúrio. Estas colisões excitam os átomos, jogando-os para níveis de energia mais altos. Quando os elétrons retornam para seus níveis de energia originais, eles liberam fótons de luz.

Os elétrons nos átomos de mercúrio estão dispostos de tal maneira que liberam fótons de luz na faixa de comprimento de onda da ultravioleta. Nossos olhos não registram os fótons ultravioleta, então este tipo de luz precisa ser convertida em luz visível para iluminar a lâmpada.
É aqui que o revestimento de pó de fósforo do tubo entra em ação. Os fosforosos são substâncias que emitem luz quando expostas à luz. Quando um fóton atinge com um átomo de fósforo, um dos elétrons do fósforo pula para um nível mais alto de energia e o átomo se aquece. Quando o elétron volta para o seu nível normal de energia, ele libera energia na forma de outro fóton. Este fóton tem menos energia do que o original porque parte desta energia foi perdida na forma de calor. Em uma lâmpada fluorescente, a luz emitida está no espectro visível, o fósforo emite luz branca que podemos enxergar. Os fabricantes podem variar a cor da luz usando combinações de fosforosos diferentes.

Quando a lâmpada fluorescente é ligada, os filamentos dos dois eletrodos aquecem rapidamente e liberam os elétrons que ionizam o gás no tubo. Uma vez que o gás está ionizado, a diferença de voltagem entre os eletrodos estabelece um arco elétrico. As partículas carregadas que fluem excitam os átomos de mercúrio provocando o processo de iluminação.

Resumindo:

As lâmpadas incandescentes ‘incandescem’ e as lâmpadas fluorescentes ‘fluorescem’. Ou seja, grosso modo, na lâmpada incandescente o filamento de tungstênio produz luz e calor quando é submetido à passagem de uma determinada corrente elétrica. Na lâmpada fluorescente é o mercúrio que produz fótons de luz ultravioleta quando é submetido à passagem de determinada corrente elétrica e o revestimento de pó de fósforo do tubo converte a luz ultravioleta em luz visível para os olhos humanos.
 
02)     Qual a importância da evolução dos modelos atômicos?
Resumo da evolução dos modelos atômicos:

Leucipo viveu por volta de 450 a. C. (à 2.450 de anos atrás) e dizia que a matéria podia ser dividida em partículas cada vez menores, até chegar-se a um limite.

Demócrito, discípulo de Leucipo, viveu por volta de 470 a 380 a. C.  e afirmava que a matéria era descontínua, isto é, a matéria era formada por minúsculas partículas indivisíveis, as quais foram denominadas de átomo (que em grego significa "indivisível"). Demócrito postulou que todos os tipos de matéria era formada a partir da combinação de átomos de 4 elementos: água, ar , terra e fogo. O modelo da matéria descontínua foi rejeitada por um dos grandes filósofos da época, Aristóteles, o qual afirmava que a matéria era contínua, isto é, a matéria vista como um "todo inteiro" (contrastando com a ideia de que a matéria era constituída por minúsculas partículas indivisíveis).

O químico inglês John Dalton, que viveu entre 1.766 a 1.825, afirmava que o átomo era a partícula elementar, a menor partícula que constituía a matéria. Em 1.808, Dalton apresentou seu modelo atômico: o átomo como uma minúscula esfera maciça, indivisível, impenetrável e indestrutível. Para ele, todos os átomos de um mesmo elemento químico são iguais, até mesmo as suas massas. Hoje, nota-se um equívoco pelo fato da existência dos isótopos, os quais são átomos de um mesmo elemento químico que possuem entre si massas diferentes. Seu modelo atômico também é conhecido como "modelo da bola de bilhar".

Pesquisando os raios catódicos, o físico inglês J. J. Thomson demonstrou que os mesmos podiam ser interpretados como sendo um feixe de partículas carregadas de energia elétrica negativa, as quais foram chamadas de elétrons. Utilizando campos magnéticos e elétricos, Thomson conseguiu determinar a relação entre a carga e a massa do elétron. Ele conclui que os elétrons (raios catódicos) deveriam ser constituintes de todo tipo de matéria, pois observou que a relação carga/massa do elétron era a mesma para qualquer gás que fosse colocado na Ampola de Crookes (tubo de vidro rarefeito no qual se faz descargas elétricas em campos elétricos e magnéticos). Com base em suas conclusões, Thomson colocou por terra o modelo do átomo indivisível e apresentou seu modelo, conhecido também como o "modelo de pudim com passas".

O modelo atômico de Rutherford é baseado nos resultados da experiência que Rutherford e seus colaboradores realizaram: bombardeamento de uma lâmina muito fina (delgada) de ouro (Au) com partículas alfa (que eram positivas). Rutherford e seus colaboradores verificaram que, para aproximadamente cada 10.000 partículas alfa que incidiam na lâmina de ouro, apenas uma (1) era desviada ou refletida. Com isso, concluíram que o raio do átomo era 10.000 vezes maior que o raio do núcleo. Comparando, se o núcleo de um átomo tivesse o tamanho de uma azeitona, o átomo teria o tamanho do estádio do Morumbi. Surgiu então em 1.911, o modelo do átomo nucleado, conhecido como o modelo planetário do átomo: o átomo é constituído por um núcleo central positivo, muito pequeno em relação ao tamanho total do átomo porém com grande massa e ao seu redor, localizam-se os elétrons com carga negativa (compondo a "enorme" eletrosfera) e com pequena massa, que neutraliza o átomo.

Porém, o modelo de Rutherford têm dois equívocos:
-Uma carga negativa, colocada em movimento ao redor de uma carga positiva estacionária, adquire movimento espiralado em direção à carga positiva acabando por colidir com ela;
-Uma carga negativa em movimento irradia (perde) energia constantemente, emitindo radiação. Porém, sabe-se que o átomo em seu estado normal não emite radiação.

O físico dinamarquês Niels Bohr conseguiu "solucionar" os equívocos cometidos por Rutherford baseando-se na ideia de que um elétron só pode estar em movimento ao redor do núcleo se estiver em órbitas específicas, definidas, e não se encontra em movimento ao redor do núcleo em quaisquer órbitas. As órbitas permitidas constituem os níveis de energia do átomo ( camadas K L M N ... ).
Após o modelo de Bohr postular a existência de órbitas circulares específicas, definidas, em 1916 Sommerfeld postulou a existência de órbitas não só circulares, mas elípticas também. Para Sommerfeld, num nível de energia n, havia uma órbita circular e (n-1) órbitas elípticas de diferentes excentricidades.

Por exemplo, no nivel de energia n = 4 (camada N), havia uma órbita circular e três órbitas elípticas. Cada uma das órbitas elípticas constitui um subnível, cada um com sua energia.

Os modelos atômicos evoluíram até chegarmos ao modelo atual da Nuvem Eletrônica.

O modelo atômico atual aceita alguns princípios:

-Elétrons possuem carga negativa, massa muito pequena e se movem em órbitas ao redor do núcleo atômico;
-O núcleo atômico está situado no centro do átomo, sendo constituído por prótons que são partículas de carga elétrica positiva, cuja massa é de aproximadamente 1.837 vezes superior à massa do elétron, e por nêutrons, partículas sem carga e com massa ligeiramente superior a dos prótons;
-O átomo é eletricamente neutro porque possui número igual de elétrons e prótons;
-O número de prótons no átomo se chama número atômico, representado pela letra Z e utilizado para estabelecer o lugar de um determinado elemento na tabela periódica dos elementos.
- A tabela periódica é uma ordenação sistemática dos elementos químicos conhecidos;
-Cada elemento possui um número de elétrons distribuídos nos diferentes níveis de energia do átomo correspondente;
-Os níveis energéticos (ou camadas) são denominados pelos símbolos K, L, M, N, O, P e Q;
-A camada mais próxima do núcleo (K) comporta somente dois elétrons. As camadas L e Q comportam oito elétrons. As camadas M e P comportam dezoito elétrons. E por fim, as camadas N e O comportam trinta e dois elétrons.
-Os elétrons da última camada são responsáveis pelo comportamento químico do elemento e por isso são denominados de Elétrons de Valência;
-O número de massa (representado pela letra A) é equivalente à soma do número de prótons e nêutrons presentes no núcleo;
Calculando: A= Z + N ou N = A - Z
Sendo:
A: Massa
Z: Número Atômico ou Número de Prótons
N: Número de Nêutrons
 
Exemplo: O elemento Cálcio tem 20 prótons, sua massa é de 90g, qual será o número de nêutrons?
Usando a fórmula temos: 90 = 20 + N. Logo, N tem valor de 70. Conclui-se que o número de nêutrons neste elemento é setenta.

Os átomos estão presentes em todo corpo existente, sendo é muito importante o estudo do átomo. Com as novas descobertas as teses do modelo atômico vão se aperfeiçoando.
Os conhecimentos científicos estão intimamente ligados ao grande desenvolvimento tecnológico da nossa sociedade atual. Assim pode-se dizer que o desenvolvimento dos modelos atômicos foi um dos responsáveis pelo avanço no ramo médico que vai desde medicamentos até os modernos aparelhos de ressonância magnética. Tudo graças à evolução do Modelo Atômico.

03) Como vocês já devem ter observado o universo em que vivemos é colorido. O que define essas cores?
Como a luz é uma forma de energia que atravessa o espaço e pode ser tratada como uma onda, o que define uma cor é o tamanho dessa onda de energia. Exemplo: ondas menores são azuis, ondas maiores são vermelhas.

03)     Explique o que são nanopartículas superparamagnéticas.
São partículas nanométricas que apresentam magnetização apenas na presença de um campo magnético externo, ou seja, não produzem seu próprio campo magnético. Quando a fonte magnética externa é retirada, as nanopartículas não permanecem magnetizadas. A propriedade de superparamagnetismo está diretamente ligada ao tamanho das nanopartículas magnéticas (nanopartículas com tamanho médio de 50nm são obtidas utilizando-se a síntese de nanopartículas superparamagnéticas de magnetita através do método da co-precipitação).

Quanto mais próxima da forma esférica e maior uniformidade entre as formas, maior será a eficiência das nanopartículas com maior aplicabilidade, seja como ferrofluido, como separador de células ou removedor de poluentes. Sendo assim, o controle do tamanho das nanopartículas durante a síntese é extremamente importante para aplicações tecnológicas.

Dentre os diversos materiais ferromagnéticos, os óxidos de ferro se destacam pela sua disponibilidade, baixo custo, facilidade de preparação e estabilidade.